Funk é Cultura - Fotos

05/09/2009 comentários
Começando a Movimentação

Roda de Funk

DJ Marcelo Negão



Apoio

Leonardo Mota (Presidente da APAFUNK)

Votação

Vitória

Mobilização

MC's Jr. Dollores e Leonardo





Momento raro



MC's William do Borel e Sabará

JuntoseMixados

Marielle Franco e DJ Marcelo Negão

Ivo Meirelles e Deputado Marcelo Freixo

Menor do Chapa

Funkeiros



Catra e MC Leonardo







MC Créu, Fu da Bacardi e Pato Rocco







MC Pingo (Força do Rap)

MC Jr., Mano Teko e MC Leonardo



DJ Marcelo Negão e Mano Teko (Vice Presidente APAFUNK)

GrandMaster Raphael, Marcelo Negão e Cabide



DJ Marcelo Negao e MC Teto

Adair Rocha, Marcelo Freixo e Adriana Facina



MC's Amilckar e Chocolate



Marcelo Freixo, Adriana Facina e Leonardo Mota







MC's Marquinhos e Pingo (Força do Rap)



Delegado Orlando Zaccone

Mano Kacau

MC Juninho





Newma Santiago

Força do Rap

MC Liano

MC Lasca



Créditos Fotos: DJ Marcelo Negão, Thaissa Guedes e Adriana Facina
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Vitória da massa funkeira no Rio

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Em mais um exemplo de capacidade de mobilização, a massa funkeira carioca reuniu cerca de mil pessoas nas escadarias da Assembléia Legislativa, na terça-feira, dia 1o de setembro. O resultado não poderia ser diferente: a lei que criminalizava o ritmo foi derrubada e, em seu lugar, foi aprovada uma outra que reconhece o funk como manifestação cultural. Tudo por aclamação.

A vitória dos funkeiros em muito decorre da insistência abnegada da Associação dos Profissionais e Amigos do Funk (APAFunk), presidida por MC Leonardo, que além de autor, com seu irmão Júnior, de letras como Rap das Armas e Endereços dos Bailes, é colunista da revista Caros Amigos – o que é sistematicamente omitido pelas corporações de mídia.

Os MCs Leonardo, Júnior, Teko e Tiana, além do DJ Marcelo Negão, entre outros integrantes da APAFunk, lutaram incansavelmente para que este momento chegasse. [Em outra desinformação absurda, o portal G1, das Organizações Globo, afirma que DJ Marlboro e Romulo Costa, os mega-empresários do funk, são os que “comandam o movimento, enquanto MC Leonardo e MC Júnior animam mais de 200 pessoas que se aglomeraram em frente à Alerj” - leia aqui e abaixo].

Representantes da APAFunk percorreram todos os gabinetes dos deputados estaduais, realizaram Rodas de Funk em diversas favelas (leia aqui e aqui matérias sobre as rodas na Cidade de Deus e no Dona Marta), uma na Praça XV e uma outra na Central do Brasil, procuraram ajuda dos intelectuais, brigaram quando tinham que brigar, exigiram que a PM respeitasse s direito de expressão e por aí foram. Romulo Costa e DJ Marlboro chegaram aos 45 do segundo tempo nessa disputa.

Uma pessoa muito especial e que merece ser lembrada sempre, sobretudo pela direção da APAFunk e pela massa funkeira, é a antropóloga Adriana Facina. Aliada de primeira hora, a professora da UFF teve uma participação fundamental em todo o processo. Além de ser uma voz em defesa de negros, pobres e favelados – a grande maioria de quem vive do funk – Adriana colocou todo o seu conhecimento a serviço de quem quisesse aprender. Os que quiseram foram os mesmos que fizeram história nesse 1o de setembro.

Marcelo Freixo, deputado do PSOL, foi mais que autor do projeto de lei que reconhece o funk como movimento cultural e estimula seu potencial pedagógico. O professor de História enfatizou a capacidade de luta da massa funkeira, que não se abateu diante da opressão: “A censura é burra, sempre. A censura nunca vence a criatividade do povo. Não funcionou com o rock, não funcionou com o samba, por que iria funcionar com o funk?”, disse, em sua intervenção.

Ao final da votação, os funkeiros, que assistiam a tudo das galerias, cantaram aquele que já se tornou um hino carioca: “Eu só quero é ser feliz, andar tranquilamente na favela onde eu nasci. E poder me orgulhar, e ter a consciência de que o pobre tem seu lugar”. Os deputados pararam para ouvir, já que a junção das muitas vozes superava o som do microfone. “Uma vitória da democracia participativa”, afirmou Freixo.

Também acompanharam a votação Ivo Meireles, presidente da Mangueira, o cantor Neguinho da Beija-Flor e o delegado de Polícia Civil Orlando Zaccone, que sempre apoiou e promoveu rodas de funk nas delegacias que comandou. Depois da sessão, a massa funkeira foi curtir a vitória no Circo Voador.

Curiosidade: nunca se viu uma quantidade tão grande de deputados neofunkeiros como nesse dia 1o de setembro. Ficou parecendo que a lei derrubada fora aprovada por marcianos, e não pela atual legislatura.

Créditos Texto: Por Marcelo Salles

Crédito Foto: Jackson Anastacio
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Deputados revogam lei que proibia baile funk em comunidades

01/09/2009 comentários
Deputados estaduais do Rio aprovaram no início da noite desta terça-feira (1º) o projeto de lei que define o funk como MOVIMENTO CULTURAL. Os deputados também votaram nesta terça a favor da revogação da lei que impõe normas para a realização de eventos como raves e bailes funk em comunidades do Rio

A lei revogada nesta terça era de autoria do deputado cassado Álvaro Lins, ex-chefe de polícia no governo de Rosinha Garotinho, e foi aprovada no dia 27 de maio de 2008

O projeto de lei aprovado será encaminhado para o governador Sérgio Cabral para que ele sancione a nova lei. Segundo a assessoria da Assembleia Legislativa do Rio, o projeto assegura a realização de manifestações próprias relacionadas ao funk, e diz que os assuntos relativos ao estilo sejam, prioritariamente, da competência de secretarias ou outros órgãos ligados à cultura.

Protesto

Centenas de funkeiros e admiradores do ritmo carioca ficaram reunidos em frente Alerj aguardando a votação dos deputados estaduais sobre a revogação da lei que cria normas para a realização de festas raves e bailes funks.

Grandes nomes não só do funk, mas também do samba, estão presentes nas escadarias da Alerj: Neguinho da Beija-Flor e Ivo Meirelles, que levou a bateria da Mangueira para o encontro. DJ Malboro e Rômulo Costa (fundador da Furacão 2000) comandam o movimento, enquanto MC Leonardo (presidente da Associação de Profissionais e Amigos do Funk) e MC Júnior animam mais de 200 pessoas que se aglomeraram em frente à Alerj.

"Acho que é o primeiro passo de uma grande vitória do funk no Rio. É a vitória do favelado, que está na luta. Tenho certeza de que vai ser revogada essa lei", disse Mariana Gomes, estudante da UFF e 'amiga do funk'.
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