Essa é a hora de você mostrar que é funkeiro.

25/01/2009 comentários: 4
Olá gente,


Quando pensamos em informar políticos, professores, jornalistas ou profissionais de qualquer outra área, sobre os problemas que nós funkeiros estamos atravessando, a nossa intenção era nada mais que um grito de socorro a esse movimento.

Sendo que nós sabíamos o que vinha pela frente a partir do momento em que mobilização começasse.

Temos que nos unir e ajudar aqueles que estão nos ajudando a se firmar como movimento cultural.

Temos que dar apoio aos mandatos parlamentares que estão nos apoiando,pois esses estão sendo ridicularizados por quem não conhece o assunto ou conhece e quer destruir mais ainda a imagem do Funk perante a mídia e a sociedade.

Venho aqui convocar todos os Funkeiros sendo eles profissionais do Funk ou não, a se manifestar a seu favor.

Entrem no site da Revista Bravo :

http://bravonline.abril.com.br/conteudo/assunto/assuntos_416485.shtml
e responda com orgulho a todos os comentários FASCISTAS que lá estão.

ESSA É A HORA DE VOCÊ MOSTRAR QUE É FUNKEIRO.

Boa sorte!!

Estarei lendo geral!!

MC Leonardo - Cantor, compositor, Presidente da APAFUNK e colunista da revista Caros Amigos.
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A Lei

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Fundação da APAFUNK

24/01/2009 comentários: 5
Baseada nas idéias do MC Leonardo:

"Já me falaram várias vezes que a unificação não daria certo e que já houve várias tentativas, mas ninguém trouxe uma alternativa. O funk precisa de união para ser mais reconhecido e valorizado. Enquanto o axé, por exemplo, consegue patrocinadores para os eventos, o funk não pode, porque não é reconhecido como patrimônio musical e nem cultural. Com a associação nós vamos regularizar a situação dos DJs, do plágio, limites para a pornografia. Um baile com o logotipo da APAFUNK será respeitado", explica o MC.

De agora em diante os profissionais e amigos do funk de todo o Brasil terão uma associação para defendê-los.

Foi fundada no dia 10/12/2008 no SEPE, Centro do Rio de Janeiro, a Associação dos Amigos e Profissionais do Funk (APAFUNK), com a presença de mais ou menos 50 pessoas envolvidas direto ou indiretamente no movimento. Um dia histórico para a categoria!

Deley de Acari, ofereceu a associação um Estatuto que seguirá como base para as demandas, Guilherme Pimentel o jurídico do grupo, incumbiu-se da leitura do mesmo e algumas poucas alterações serão implementadas. Todos presentes (sócios-fundadores) concordaram com os termos. Uma cópia do Estatuto será enviada a cada potencial associado.

Depois de tudo resolvido, decidimos que as diretorias seriam formadas por associados presentes eleitos em Assembléia extraordinária que aconteceu no mesmo dia. Seguem os diretores e seus respectivos cargos:


Pingo, Mano Teko, Leonardo, Alex, Liano, Tiana e Wandinho


Presidente: MC Leonardo

Vice Presidente: Mano Teko

1º Secretário: MC Pingo

2º Secretário: MC Tiana

1º Tesoureiro: MC Alex

2º Tesoureiro: MC Wandinho

Conselho Fiscal: DJ Marcelo Negão, MC Lasca e MC Liano

Agora é começar o trabalho a favor do funk, lembrando que ainda estamos esperando a votação da Lei que definirá o funk como Movimento

Cultural.Interessados em participar da APAFUNK, por favor deixar um email para contato.

apafunk@gmail.com

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Manifesto “Movimento Funk é Cultura”

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O funk é hoje uma das maiores manifestações culturais de massa do nosso país e está diretamente relacionado aos estilos de vida e experiências da juventude de periferias e favelas. Para esta, além de diversão, o funk é também perspectiva de vida, pois assegura empregos direta e indiretamente, assim como o sonho de se ter um trabalho significativo e prazeiroso. Além disso, o funk promove algo raro em nossa sociedade atualmente que á a aproximação entre classes sociais diferentes, entre asfalto e favela, estabelecendo vínculos culturais muito importantes, sobretudo em tempos de criminalização da pobreza.

No entanto, apesar da indústria do funk movimentar grandes cifras e atingir milhões de pessoas, seus artistas e trabalhadores passam por uma série de dificuldades para reivindicarem seus direitos, são superexplorados, submetidos a contratos abusivos e, muitas vezes, roubados. O mais grave é que, sob o comando monopolizado de poucos empresários, a indústria funkeira tem uma dinâmica que suprime a diversidade das composições, estabelecendo uma espécie de censura no que diz respeito aos temas das músicas. Assim, no lugar da crítica social, a mesmice da chamada “putaria”, letras que têm como temática quase exclusiva a pornografia. Essa espécie de censura velada também vem de fora do movimento, com leis que criminalizam os bailes e impedimentos de realização de shows por ordens judiciais ou por vontade dos donos das casas de espetáculos.

No entanto, a despeito disso, MCs e Djs continuam a compor a poesia da favela. Uma produção ampla e diversificada que hoje, por não ter espaço na grande mídia e nem nos bailes, vê seu potencial como meio de comunicação popular muito reduzido.

Para transformar essa realidade, é necessário que os profissionais do funk organizem uma associação que lute por seus direitos e também construa alternativas para a produção e difusão das músicas, contribuindo para sua profissionalização. Bailes comunitários em espaços diversos e mesmo nas ruas, redes de rádios e TVs comunitárias com programas voltados para o funk, produção e distribuição alternativa de CDs e DVDs dos artistas, concursos de rap são algumas das iniciativas que os profissionais do funk, fortalecidos e unidos, podem realizar. Com isso, será possível ampliar a diversidade da produção musical funkeira, fornecer alternativas para quem quiser entrar no mercado, além de assessoria jurídica e de imprensa, importantes para proteger os direitos e a imagem dos funkeiros.

O primeiro passo nesse processo é a união de todos, funkeiros e apoiadores, pela aprovação de uma lei federal que defina o funk como movimento cultural e musical de caráter popular. Reivindicar politicamente o funk como cultura nos fortalecerá enquanto coletivo para combatermos a estigmatização que sofremos e o poder arbitrário que, pela força do dinheiro ou da lei, busca silenciar a nossa voz.

Tamos juntos!
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Trabalhando encima das metas

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Relato do encontro de MCs e Djs no dia 26.07.2008 em Niterói

Antes do início do encontro, o RJ TV (Globo) gravou uma reportagem, que foi ao ar no próprio sábado, com os MCs da antiga que estavam organizando o evento. A matéria pode ser assistida no site:

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM860895-7823-MCS+QUEREM+REVIVER+FUNK+ANTIGO,00.html.

Ao meio-dia, MCs, DJs e amigos do funk começaram a chegar e, num trabalho coletivo, organizamos o churrasco, preparamos as comidas e arrumamos o som para a roda de funk.

Claudia Duarcha, do blog Funk de Raiz, fez, com ajuda de Pedro, estudante de História da UFF, um belíssimo mural-homenagem aos MCs e DJs. Rolou futebol (aliás, quem levou a bola favor devolver para podermos organizar a próxima pelada) e logo a roda começou, com MCs cantando antigos sucessos e novas composições. Como sempre, quando se trata da voz da favela, houve um problema de discriminação no prédio e uma tentativa de se impedir que o funk, mesmo sem apologia ou putaria, fosse tocado. Mas não atrapalhou a festa e acabou fortalecendo ainda mais a união de todos.

A roda foi interrompida às 15h para o início do debate. MC Leonardo apresentou para todos a situação do funk hoje e as reivindicações dos funkeiros. Lemos o Manifesto do Movimento Funk é Cultura, que foi apoiado por todos os presentes. Tiramos algumas linhas de ação:

1. Realizaremos um próximo encontro, visando organizar a Associação dos Amigos e Profissionais do Funk ,no Circo Voador, em agosto;

2. Faremos um plano de trabalho para realizar concursos de raps nas favelas e pensar projetos para garantir auto-sustentabilidade do movimento e uma produção cultural própria;

3. Pensarmos eventos e ampliação da divulgação do movimento, bem como os apoios de amigos do funk.

Os vereadores de Niterói Renatinho (PSOL), Paulo Eduardo Gomes (PSOL), Waldeck Carneiro (PT ex-secretário de educação de Niterói), o vereador do Rio de Janeiro Eliomar Coelho (PSOL), o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) e o deputado federal Chico Alencar (PSOL) se comprometeram com a elaboração de leis em diversos níveis definindo o funk como movimento cultural popular. Adair Rocha, representante do Ministério da Cultura, também se pronunciou em apoio ao movimento.

Depois dos debates, voltamos a fazer a roda, com muita animação e emoção. A energia da área verde foi cortada pela síndica do prédio, que tentou nos intimidar e expôs todo o preconceito existente quanto ao funk, dizendo que era coisa de bandido. Essa atitude dela terá de ser respondida na Justiça, pois entraremos com uma ação contra o condomínio. Mesmo assim, seguimos com a festa, desta vez no salão de festas do prédio, que também tinha sido alugado por nós.

Por volta das 20h, encerramos a festa. Antes do fim, entretanto, recebemos a presença de Marcelo Yuka, trazido por Orlando Zaccone, para fortalecer o movimento e também a saudação via rádio do MC Doca, que cantou algumas músicas na roda, mesmo à distância. Terminamos cansados, porém felizes e unidos na certeza de que foi só o começo e que muita coisa bonita vem por aí. Certos da capacidade e do poder que o funk tem hoje de se comunicar e transformar essa realidade em que vivemos.

Tamos juntos e misturados!Das mais de 100 pessoas presentes, listamos algumas abaixo, lembrando que muitos MCs e DJs não puderam vir por não terem o dinheiro da passagem:

MCs: Gallo, Junior e Leonardo, Dolores, Mano Teko, Juninho, Carlinhos, Julinho Santa Cruz, William do Boréu, Tuy do Rep, Chaveirinho, Mulekes Facinho, Binho, Marcelo do Rap, Markinho, Raffa Carioca, Xandinho, Beto do Batô, Taffarel, Tiana, Vitinho, Lasca, Tuzinho, Marquinhos (Força do Rap) e Luciana Campos.
DJs: Babu, Marcelo Negão, Nil.

Representantes do MST e outros movimentos sociais: Mardonio Barros, Neto, Mariana Duque, Marcelão (MTD), Marcelo Edmundo (CMP).

Jornalistas e escritores: Silvio Essinger (autor do livro Batidão, uma história do funk), Marcelo Salles (Caros Amigos e Fazendo Media), duas repórteres do JB, Fernanda Chaves, Claudia Duarcha (blog Funk de Raiz).

Autoridades: Adair Rocha (Ministério da Cultura), Chico Alencar (dep.federal PSOL), Marcelo Freixo (dep. Estadual PSOL), Eliomar Coelho (vereador PSOL), Paulo Eduardo Gomes (vereador PSOL), Renatinho (vereador PSOL), Waldeck Carneiro (ex-secretário de Educação de Niterói), Conrado Arias (conselheiro de Cultura de Niterói), Orlando Zaccone (delegado de Polícia).

Artistas: Marcelo Yukka (cantor e compositor), Ludi Um (cantor, compositor e conselhieiro de cultura de Niterói), Gas-Pa (coletivo de hip-hop Lutarmada), Delírio Black (coletivo de hip-hop Lutarmada), Andrea Rossi (cineasta italiano que está fazendo um documentário sobre funk).

Empresários: Lidiane Madureira, Jamaika.

Intelectuais: Adriana Lopes (lingüista), Alexandra Lippman (antropóloga), Adriana Facina (antropóloga), Hannah Sarnecki (antropóloga), Ana Claudia Tavares(advogada), Ivi Castillero(médica), Luciana Barcelos (historiadora), Pâmella Passos (historiadora) bem como os estudantes da UFF Ícaro Ferraz, Adriana Mattos, Raquel Santanna, Pedro Nunes e Silvia Oliveira.

Integrantes da Torcida Galoucura

(Texto: Adriana Facina)
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Criando Metas

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O encontro organizado por MC Taffarel e Luciana Campos contou com a presença, além dos organizadores, dos MCs Tiana, Markynho, Xandinho, Bill, Leonardo, Neném, Mano Teko, Julinho, Beto e do DJ Marcelo Negão. Além dos profissionais do funk, estavam presentes Claudia Duarcha, produtora do site Funk de Raiz, Adriana (antropóloga que está escrevendo um livro sobre funk), Andrea (que está realizando um documentário sobre funk), Mardonio (militante de movimentos sociais), Jose (esposa de Julinho), diversos fãs, além de um dançarino de funk.

Os MCs e o DJ debateram os problemas hoje existentes no funk, que podemos resumir nos seguintes pontos:

1. Falta de profissionalização e precariedade das condições de trabalho dos MCs e Djs, bem como dos trabalhadores do funk;

2. A necessidade dos artistas conhecerem seus direitos e se organizarem para defendê-los, inclusive juridicamente;

3. O baixo nível da produção musical hoje e a falta de espaço para aqueles que produzem raps mais elaborados;

4. A escassez de espaços para mostrar a produção musical dos artistas;

5. A dificuldade de estabelecer relações respeitosas entre a velha guarda e os novos artistas do funk;

6. A necessidade de um reconhecimento oficial, por meio de uma lei federal, do funk como um movimento cultural;

7. A proposta de formação de uma associação dos profissionais do funk.

Numa discussão animada e democrática, onde todos os que quiseram tiveram voz, surgiram as seguintes propostas:

1. Organizar reuniões periódicas como esta para os artistas trocarem informações e apresentarem suas produções (rodas de funk, a exemplo do que ocorre no samba);

2. Formar uma lista de emails para facilitar a organização;

3. Construir uma associação dos profissionais do funk;

4. Organizar espaços para mostrar os funks da velha guarda e dos novos artistas que façam música de qualidade e com boas letras, como um festival por exemplo;

5. Escrever um manifesto a ser divulgado na imprensa e apresentado a parlamentares a favor do reconhecimento do funk como movimento cultural, com um lançamento público (poderia ser no Circo Voador).Depois dos debates, os MCs fizeram uma roda de funk onde apresentaram suas novas composições e também cantaram seus clássicos, com muita vibração e participação do público presente.

Esperemos então a próxima! E que seja em breve.

Tamos juntos!

(Texto: Adriana Facina)

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A Lei a favor do Funk

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O funk carioca é um ritmo musical que nasceu nas periferias da cidade e que estourou na década de 90, com o LP Rap Brasil, do hoje famoso DJ Marlboro. Já se passaram quase 20 anos e muitos profissionais já viveram o auge e a decadência por falta de uma melhor estrutura.

Um grupo de pessoas que atuam como MC, DJ e produtor do gênero se juntaram para tentar a Associação dos Profissionais e Artistas do Funk (APAF). A intenção do grupo é dar todo o suporte jurídico e criar uma assessoria de imprensa para os artistas. Um dos planos, segundo o MC Leonardo, um dos idealizadores da associação, é criar um site que reunisse todos os trabalhadores e que lá tivesse contato, página pessoal, entre outras coisas."Já me falaram várias vezes que a unificação não daria certo e que já houve várias tentativas, mas ninguém trouxe uma alternativa. O funk precisa de união para ser mais reconhecido e valorizado. Enquanto o axé, por exemplo, consegue patrocinadores para os eventos, o funk não pode, porque não é reconhecido como patrimônio musical e nem cultural”, explica o MC. Segundo ele várias questões poderiam ser resolvidas com a adesão de mais pessoas ao movimento. “Com a associação nós vamos regularizar a situação dos DJs, do plágio, limites para a pornografia. Um baile com o logotipo da APAF será respeitado”.

Para que saia do papel é preciso antes que o grupo encontre uma sede, já que é exigência do cartório. “Nós já estamos fazendo as reuniões há quatro meses, em locais diferentes, na tentativa de trazer cada vez mais pessoas. Nossa meta é atingir, a princípio, 300. Estamos procurando um escritório no Centro da cidade”. A falta do reconhecimento da profissão do Dj é uma outra reclamação dos profissionais do funk,. “DJ’s não são reconhecidos como profissional. Uma pessoa que trabalha em uma boate ganha diferente de quem trabalha em uma equipe de som. Não acho justo”. Para Leonardo, o DJ de funk é o mais injustiçado: “É um absurdo uma boate que cobra R$20 por pessoa e só pagar R$ 60 para o DJ. É ele que tem o swing da noite. Ele que sabe o que faz sucesso ou não”.

Outro ponto que a associação quer solucionar está relacionado com os direitos autorais dos artistas. “Alguns MC’s só estão preocupados se as músicas estão tocando nas rádios, mas não sabem o que é fonograma. Eles precisam se preparar para conhecer a arrecadação do ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição ). Queremos que os artistas estejam melhores preparados”, explica Leonardo.Para o historiador Fernando Pinheiro a associação vem para dar mais apoio aos MC’s, que para ele é o elo mais fraco.

“Os MC´s quando começam são inexperientes e acabam sendo usados só naquele momento. Colocam na mídia, fazem sucesso com uma música e depois somem”.

Um exemplo é a famosa Ah, eu tô maluco!!!, cantada pelo MC Maluco. Sucesso nos bailes, em 1997, ele não conseguiu emplacar mais nenhuma composição. Há casos como o MC Leozinho, que depois do sucesso de Ela só pensa em beijar, já tem sua editora e paga os seus fonogramas, mas sozinho não consegue atingir os locais que as equipes Big Mix e Furacão 2000 conseguem.

A associação quer o apoio dos grandes produtores como Rômulo Costa e DJ Marlboro participem. “Nós queremos dialogar com eles”. Para os organizadores, o principal objetivo é transformar o funk em movimento cultural, de carácter popular. Caso isso aconteça, muitos problemas serão eliminados. “Se for patrimônio ninguém vai poder proibir a realização de um baile e poderemos usar a Lei Rouanet entre outros incentivos culturais. Legalmente, a gente nem existe. Nós não queremos apenas reconhecimento, queremos regularizar a nossa situação”, afirma Leonardo.

O grupo quer mostrar que o funk já atingiu todo o país e o mundo. “Nós fazemos uma coisa 100% nacional e que começou na periferia. Hoje só tem dois grupos de funk na Cidade de Deus, isso não pode acontecer”, argumenta Mario. Mas eles não pensam em desistir e tomam o samba como exemplo. “O samba foi muito discriminado e hoje ele é patrimônio. Vamos conseguir isso com o funk também”, complementa.

O historiador Fernando dá algumas dicas para os organizadores da associação. “Eles poderiam dialogar com o hip hop, conversar com o poder público, porque sem eles nada pode ser feito e continuar com a luta. Até porque o funk é uma manifestação e um estilo musical de sucesso da atualidade”.
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Política de privacidade do blog

01/01/2009
Política de privacidade para o blog "APAFUNK"


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